Friday, September 05, 2008

Sane sicut lux se ipsamet tenebras manifestat sic veritas norma sui et falsi est

"Sem dúvida que assim como a luz se manifesta a si mesma e às trevas, da mesma forma a verdade é, ao mesmo tempo, a norma de si e do falso" (Spinoza - extraído do livro Ação Humana, de Ludwig von Mises, traduzido por Donald Stewart Jr, 2 ed., pg. 06;)

Tuesday, August 12, 2008

Olha aí o Interesse Público...

Acabou de sair nos telejornais que aquela menininha chinesa que cantou o hino da China nos Jogos Olímpicos era uma simpática impostora. A coitadinha que realmente cantava foi considerada feia demais pra aparecer na TV. Justificativa: interesse nacional!

Como um país pode dar uma prova tão solene de desrespeito à dignidade da vida humana, ao utilizar dois anjinhos como objetos, e não ser execrado pela opinião pública internacional?

Que adianta à China disputar os valores olímpicos se as suas pessoas viraram algo como bonecas e aparelhos de som?

Wednesday, July 16, 2008

Sr estado, na próxima, não tente me ajudar, ok?

Hoje pela manhã paguei R$ 1,32 por 188 gramas de pão careca, nacionalmente conhecido por "pão francês". Quando eu comprava 4 pães, pagava R$ 1,00, ao preço de R$ 0,25 cada. Portanto, um aumento de R$ 32%.


Bom, é certo que de lá para cá, desde quando o Inmetro e o Ministério Público decidiram perseguir as padarias, teria havido de qualquer um aumento de preços, tal como tem havido com outros bens de consumo. Também é certo que os pães, antigamente, deveriam ter 50 gramas a na maioria das vezes isto não acontecia.


Porém, o que o estado teima em esquecer é a vontade do consumidor, a sua soberania. Sem nem sequer saber quanto pesa cada pão francês que eu compro, que só agora percebi que possuem em média 47 gramas, pelo menos na fornada que veio hoje. Todavia, os compro, mesmo assim, porque são melhores do que os dos três concorrentes que estão localizados nas imediações da minha residência, além do que, eles o trazem à minha casa, gratuitamente. Creio, pois, que o serviço delivery deveria custar mais do que 12 gramas de pão.

Enfim, Antes, bastava ter um real, mas agora resta-me o pior dos desconfortos: ter de revervar diariamente moedinhas para fechar o troco, que nem sempre bate! Obrigado, estado, mais uma vez, mas da próxima, não tente me ajudar, ok?

Tuesday, July 15, 2008

Tu Ne Cede Malis Sed Contra Audentior Ito

"Jamais ceda ao mal, mas ao contrário, combate-o ainda com maior coragem!" (Lema do Instituto von Mises: http:www.mises.org)

Thursday, September 21, 2006

Receita de "Lencinhos"

1 peça de lagarto (1/2 lagarto)
Temperos para assar (sal, preferencialmente grosso, alho, cominho e pimenta-do-reino em grãos)
Azeite de oliva
Temperos crus (cebola, pimentões, salsa, azeitona)

Primeiramente, temperar a peça de lagarto, para ser levada à panela de pressão, a gosto. Eu sempre gosto, primeiramente, de passar um limão em qualquer tipo de carne, seja bovino, suíno, de aves ou de peixes. Aqui no Norte existe um termo cuja tradução não encontra correspondente alhures: “pitiú”. O pitiú consiste, não exatamente em um fedor, como se encontra nos alimentos estragados, mas mais precisamente em um certo cheiro e gosto característico da carne, da ave ou do peixe. Uma lavadinha com limão corrige e melhora bastante o aroma e o sabor da comida. Temperada a carne, recomenda-se deixar pelo menos algumas horas, para que o tempero se impregne e se harmonize. É bom evitar cortes profundos para introduzir temperos, de modo a não estraçalhar a peça.

Com a carne temperada, faz-se um leve refogado na panela de pressão, e coloca-se a peça para cozinhar, com água apenas o suficiente para cobri-la. Vai lá de uns trinta a quarenta minutos assando.

A seguir, tendo verificado o bom cozimento da carne, coloque-a na geladeira, por algumas horas. Isto fará com que a peça fique mais dura, o que propiciará que possa ser fatiada com facilidade. Usando uma faca bem amolada, por exemplo, aquela Ginsu que você comprou para fazer aquele sushi com cara de obra inacabada, faça fatias muito, muito finas, com cuidado ao manusear as fatias, para que não se despedacem.

Estas fatias deverão ser deitadas suavemente sobre um recipiente baixo, regando-se com azeite de oliveira (de preferência, “extra virgem”), e alternando-as com fatias também finas de cebolas, pimentões, azeitonas e demais temperos crus, a gosto. Para quem apreciar, um pouco de molho de pimenta dá um toque especial.

O nome que eu dou para esta receita é “lencinhos”, porque as fatias de lagarto, finamente fatiadas e imersas em azeite, ficam macias e dobram-se com facilidade, tal como um lenço, quando o erguemos.

Os “lencinhos” são servidos frios, podendo ser acompanhados com um bom pão italiano, vinho ou cerveja (tá bom, uísque, vodca, e cachaça também vale...he..he...). Servem para entrada de um jantar, ou como a estrela principal de uma reunião informal de amigos.